segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Príncipe e a Lavadeira

"-Havia, num país distante, um Rei. Vivia no seu palácio, no cimo da colina, rodeado de uma grande corte e na companhia do seu Filho. Havia também nesse reino um bosque, um grande bosque atravessado por um pequeno rio azul. Muita gente vivia nesse bosque. Era gente boa e simples que nunca tinha entrado no palácio real e que se sentiria pouco à vontade se lá entrasse, tal era a distância entre estes dois mundos tão próximos. Os homens eram caçadores e lenhadores. As mulheres lavavam a roupa no rio.
Ora um dia o Príncipe, cavalgando no bosque ao longo do rio, viu uma jovem Lavadeira. Ficou secretamente a olhar para ela por detrás dos canaviais e apaixonou-se por ela. Gostaria de se propôr a ela e de a namorar. Mas como fazer? Lavá-la a viver no palácio não era possível, seria de mais para ela. Ir ele viver para a clareira com toda a sua corte, também não. Assustá-la-ia, a ela a todos, e não iria resultar. Foi então que decidiu: "Deixarei a corte, perderei todos os meus privilégios reais, irei viver como mais um na clareira do bosque." Passados anos lá o encontramos. Trabalha agora o dia inteiro como lenhador. Tem agora as suas mãos calejadas do machado. Até a sua maneira de falar é diferente, igual à de todos os lenhadores do bosque...
- Diz-me, Benjamim, este homem que agora vemos assim mal vestido, a suar e de mãos calejadas é ou não é Príncipe?
Benjamim hesitou: - Que história linda, Senhor! Bem... eu acho que... ou seja... acho que sim, que ele deixou tudo por amor mas que no fundo continua Príncipe.
- E achas muito bem - disse o Filho. - Claro que Ele agora já não pode assinar decretos reais nem dispor livremente da fortuna da família, nem tem a facilidade de meios que tinha no palácio. Mas o sangue azul que corria nas suas veias não o perdeu. Príncipe uma vez, Príncipe para sempre.
- Então, Senhor, isso significa que Tu vais perder os privilégios mas não deixar de ser quem és?
- É verdade, Benjamim. É assim o amor.
- E quem é a Lavadeira? É a humanidade?
- Nem mais, Benjamim.
- E o Teu sangue azul, que sangue é?
- É o Amor, Benjamim.
- E a Lavadeira? O que aconteceu à Lavadeira?
- A Lavadeira, aos poucos, aprenderá a amá-Lo, ganhará nobreza de sentimentos e será uma Senhora.
- E irá viver para o palácio com ele?
- Sim, Benjamim, quando estiver preparada.
- E serão os dois felizes para sempre?
- Sim, Benjamim - disse o Filho a sorrir -, e serão os dois felizes para sempre. E o Rei tratá-la-á como filha, E ela será herdeira de todos os bens da família real.
- Acho que já estou a perceber, disse o anjo pegando na harpa:

"Para onde foi o teu amado, ó mais formosa das mulheres? Para onde se retirou o teu amado? O meu amado desceu ao seu jardim, ao canteiro dos balsameiros, para se recrear entre as flores e colher lírios. Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim. Ele recreia-se entre os lírios." (Cant 6, 1-3)

in "O Príncipe e a Lavadeira"
Pe. Nuno Tovar de Lemos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Terça.com...namorados

Hoje (dia 20 de Outubro) foi o primeiro encontro, sendo que se irá repetir todas as terceiras terças-feiras de cada mês e para o qual estão todos os casais de namorados convidados a vir também. Como primeiro encontro todos entramos muito a medo de partilhar mas o tema foi lançado com a música da Rita Lee: “Amor e Sexo”.

Com esta música o plenário foi lançado e aceite por todos os casais que se apresentaram e partilharam o que sentiam acerca da letra da música.

Como continuação deste encontro vimos passagens do filme: “A vida é bela”, mais propriamente as partes em que o casal se começava por encontrar por acaso, depois com todas as artimanhas do Guido, passando pelo nascimento do filho e a partida para os campos de concentração onde a “mãe/esposa” não tinha de ir a não ser por AMOR. Novamente aberta a partilha surgiram os seguintes comentários:

”O amor é entrega, é família e união! entregou-se totalmente à família, sem o filho e marido não faria sentido viver! É como na música, O AMOR É UM SÓ!”

“Como na música O AMOR É PATÉTICO, pois aos olhos dos alemães ela estava a fazer uma patetice ao ir para o campo de concentração sem ser obrigada! Quando no fundo ela estava a escolher o amor!”

“Descobrir o sentido do amor é dar a vida! A única certeza que temos é que vamos morrer, agora ou a vida é nos tirada ou nós é que a damos! Amar é saber dar a vida! É assim que experienciamos o amor. O segredo é descobrir que a vida se multiplica quando decidimos entrega-la .”

“O dar a vida não é simplesmente pôr-se à frente da bala, é deixar-se de egoísmos, mas não se anulando por completo. Não nos podemos esvaziar negativamente. É preciso identificar onde está a linha para nos darmos de maneira saudável em prol de um só amor.”

Em relação ao ultimo dos quatro comentários foi aberta uma discussão saudável, porque será que não se trata de amar por medida? Porque por linhas? O que posso acrescentar é que este comentário veio de um homem casado e pai por duas vezes…

Foram assim estes e outros debates que rechearam a nossa noite de encontro de namorados…

Para reflectir ficaram ainda os seguintes “trabalhos para casa”:

 - Responder à perguntas: “Há ou não marcas do amor Divino no casal? É Deus que semeia o amor no casal? Onde estão essas marcas?”

 - Cada casal têm de visionar uma comédia romântica, olhar com olhos de ver e distinguir onde está amor, paixão. atracção, deslumbre, obsessão e por ai em diante.

De realçar ainda que neste primeiro encontro estiveram presentes 3 padres, 1 casado e 23 jovens apaixonados, sendo que 3 meninas não se puderam fazer acompanhar dos respectivos namorados.

Foi bom também ver que até na matéria de namorados a paróquia da Bobadela se fez representar por três casais e espero que daqui a um mês ainda sejamos mais!

Está lançado o desafio!

Pedro Caeiros
Paróquia da Bobadela

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sinal



Já está disponivel para download mais um número do Sinal - boletim do sector da animação vocacional do Patriarcado de Lisboa. (Clica aqui)