segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

semana do consagrado

Por decisão dos nossos Bispos, vamos celebrar e viver, pelo segundo ano consecutivo, de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2011, a Semana do Consagrado. Trata-se de uma iniciativa para ser concretizada nas Dioceses e Paróquias, Comunidades cristãs e religiosas, em todos os espaços eclesiais.

«É um tempo de bênção em que a gratidão expressa a todos os consagrados (as) nos abre o coração para acolhermos o dom de Deus concedidio à Igreja e ao Mundo em todos quantos se decidem a seguir Cristo na radicalidade da vida consagrada.

No horizonte de uma iniciativa como esta estão o desejo e o dever de proporcionar às pessoas e às comunidades uma oportunidade de interpelação que leve a descobrir a essência e a beleza da vida consagrada e aí faça nascer o sentido e a coragem da resposta por parte de quem hoje sente o apelo a seguir Cristo.

(…)

A nova evangelização implica necessariamente que os mais jovens possam ver espelhada na alegria da vida e no dinamismo da missão dos consagrados (as) o fascínio de seguir Cristo. A Semana do Consagrado, ao proporcionar às comunidades cristãs esta aproximação cada vez mais necessária com as comunidades e experiências de vida consagrada, abre caminho a um maior dinamismo vocacional.

(…) O dom que a vida consagrada constitui para a Igreja não se esconde nos claustros de vida contemplativa nem se reduz aos territórios habitados pelas comunidades religiosas ou aos lugares de vida e de acção dos consagrados (as) no meio do mundo. A vida consagrada é um dom para toda a Igreja, que devemos conhecer, agradecer e multiplicar.
A hora que vivemos exige a audácia da esperança. O fascínio daqueles que seguem Cristo na radicalidade de vidas dadas a Deus e aos irmãos constitui certamente uma das melhores formas de encontro com a vocação.

(…)

A consagração, entendida como oblação a Deus, significa oferta para a missão e oferece ao mundo a luz que ilumina a escuridão das noites e abre, como sentinela vigilante, a porta a novos dias.»

Extraído da Mensagem do Presidente da CEVM para a Semana do Consagrado 2011

in http://www.ecclesia.pt/semanadoconsagrado2011/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A necessidade da oração

«A base imprescindível de qualquer acção da Igreja em favor das vocações reside necessariamente na oração. Com efeito, a oração é o meio essencial que o Senhor nos deixou para as obtermos (…). E o próprio Jesus Cristo deu-nos o exemplo, ao passar a noite em oração antes de escolher e chamar os seus Apóstolos.

Cada vocação representa um dom de Deus que precisamos de implorar e agradecer. É o Senhor que fixa o olhar amoroso a alguém e dirige o convite para o seguir de perto. Na raiz de qualquer vocação consagrada, bem como na sua qualidade, perseverança e fecundidade espiritual, encontra-se indiscutivelmente a oração individual e colectiva.

Só a oração pessoal dispõe o coração do homem para ouvir a Palavra e acolher a vontade de Deus a seu respeito, compreender as necessidades da Igreja e descobrir a grandeza de um projecto de vida dedicado ao serviço dos outros. Só a oração comunitária consegue gerar, no seio da comunidade cristã, a adequada sensibilidade ao valor real das vocações consagradas e, por conseguinte ao problema da falta delas.

Torna-se, pois, indispensável assegurar a oração contínua da Igreja, rogando ao Senhor que suscite novos trabalhadores para o seu reino e mantenha firme a resposta generosa dos que já chamou. Não nos limitemos, todavia a pedir mais vocações e a suplicar a sua perseverança. Louvemos também o Senhor pelas que nos tem concedido».

Extracto da Exortação Pastoral de D. António Ribeiro do ano de 1993.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Testemunho de um Diácono

Uma Vocação começa ainda antes de sermos pequenos

Claramente que durante a minha vida Deus foi-me encantando e, no Seu jeito de Se revelar e amar, seduziu-me. Seduziu-me com o Seu Amor para que eu o possa Amar. Uma sedução que, por ser maior do que eu e num registo diferente das minhas forças e desejos, me custou a descobrir e a aceitar. Mas Deus não desistiu e não cessou de enviar “anjos”, que têm rostos concretos como: Catequistas, escuteiros, amigos familia... e claro padres que me ajudaram a conhecê-l’O e a amá-l’O. Hoje dou graças a Deus pela sua grande paciência para comigo. Depois de lutas e dúvidas pessoais, foi o tempo de me deixar vencer por Aquele que desde o princípio do mundo já me amava antes de eu sequer saber quem sou: pertença de Deus.

Caros amigos, que mais posso dizer senão que Deus está sempre a surpreender? Percebemos que o que hoje vivemos em Cristo é porque nos deixamos apaixonar por Ele, apesar das nossas fraquezas?

Uma questão: Quem é que se casa hoje porque gostou somente dos primeiros dias de intimidade? Ou o dia de casamento está inundado de uma relação que se foi cultivando e percorrendo a dois desde o primeiro momento até ao compromisso? Isto leva a constatar que o que o tempo de sedução que vivi ao início é pouco... comparado com o presente: o viver o serviço de Cristo como Diácono. Ou seja, o que vivemos hoje é bem maior do que os primeiros dias de encantamento, e o hoje é esperança do futuro novo reservado em Deus.

“Se Cristo me chama, entra na onda!”

Como cristão católico, sou já privilegiado porque vivo esta relação na qual Cristo me ama. Como Diácono, configurado com Cristo, sou presença do Amor de Cristo para os outros. É porque Deus te ama que me chamou a ser Diácono! Que mais posso eu desejar?

Luís de Camões dizia: “Pelo Sonho é que vamos”. Converte o teu sonho no Sonho de Deus e viverás a realidade pensada e projectada por Deus. Mete-

te a jeito de sonhares o que é de Deus e nunca recuses a sonhar com Cristo. Se Deus já sonhava contigo e tem um projecto de Felicidade para ti, porque não aceitar? Recusar os designios de Deus não podem ser critério de opção de quem vai-se encantado. Escuta, Vê, Procura, Descobre, Converte, Aceita e Vive!

"É melhor confiar no Senhor"

E tu? Confias em Quem? Quem está no centro da tua vida?

Arrisca e viverás, fala a voz da experiência!

Abraço em Cristo

Diácono Marcos Castro

Ordenado no dia 28 de Novembro de 2010

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe…
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe…

Que importa se é tão longe, para mim,
A praia aonde tenho de chegar
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?

Nem sempre te pedi como hoje peço
Para seres a luz que me ilumina;
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua Luz divina

Esquece meus passos mal andados,
Meu desamor perdoa e meu pecado
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado

Se tu me dás a mão não terei medo
Meus passos serão firmes no andar
Luz terna suave no meio da noite
Basta-me um passo para a Ti chegar

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Quando se olha a Deus cara a cara, um dia e outro dia, uma hora e outra hora, sem se cansar, sem deixar de olhar, sem perder de vista, os olhos ficam cheios d`Ele. A luz mete-se pela vida e todo o ser se converte numa transparência de Deus." 
(M. Teresa Maria)


A civilização de consumo, o estilo light, a desilusão, a indiferença, interpelam o sentido e a vivência da consagração religiosa como testemunho de qualidade e consagração.
E qualidade de vida é enraizamento da opção fundamental, discernimeto espiritual, conversão à interioridade, actualização do seguimento, testemunho alegre da fé, à serenidade, ultrapassando a dispersão e a distracção.
É viver em plenitude a consagração ao Senhor, testemunhando ante os homens o dom de Deus. Portanto, somos testemunhas do dom de Deus.
Falar de qualidade de vida no contexto da vida religiosa situa-nos imediatamente diante da consagração, diante do chamamento de Deus que é feito com amor e a resposta humana de doação e entrega ao Senhor. O desafio da qualidade é querer continuar a ser, é querer ser mais, querer ser de forma mais segura, mais plena, mais rica em possibilidades, mais harmónica e mais completa.
A qualidade de vida é viver com gozo e coerência o que constitui a nossa identidade. Porque a qualidade de vida procura, com efeito a realização mais plena daquilo que a pessoa é.
Muitas vezes ouvimos respostas nesse sentido: com quem te desejarias parecer? Quem é o teu ídolo? Eu quero ser eu mesmo. A qualidade de vida pretende o cumprimento do que somos. E o cumprimento da nossa identidade radica no cumprimento da consagração, porque a consagração é a base da vida religiosa.