sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Terça.com...namorados

Hoje (dia 20 de Outubro) foi o primeiro encontro, sendo que se irá repetir todas as terceiras terças-feiras de cada mês e para o qual estão todos os casais de namorados convidados a vir também. Como primeiro encontro todos entramos muito a medo de partilhar mas o tema foi lançado com a música da Rita Lee: “Amor e Sexo”.

Com esta música o plenário foi lançado e aceite por todos os casais que se apresentaram e partilharam o que sentiam acerca da letra da música.

Como continuação deste encontro vimos passagens do filme: “A vida é bela”, mais propriamente as partes em que o casal se começava por encontrar por acaso, depois com todas as artimanhas do Guido, passando pelo nascimento do filho e a partida para os campos de concentração onde a “mãe/esposa” não tinha de ir a não ser por AMOR. Novamente aberta a partilha surgiram os seguintes comentários:

”O amor é entrega, é família e união! entregou-se totalmente à família, sem o filho e marido não faria sentido viver! É como na música, O AMOR É UM SÓ!”

“Como na música O AMOR É PATÉTICO, pois aos olhos dos alemães ela estava a fazer uma patetice ao ir para o campo de concentração sem ser obrigada! Quando no fundo ela estava a escolher o amor!”

“Descobrir o sentido do amor é dar a vida! A única certeza que temos é que vamos morrer, agora ou a vida é nos tirada ou nós é que a damos! Amar é saber dar a vida! É assim que experienciamos o amor. O segredo é descobrir que a vida se multiplica quando decidimos entrega-la .”

“O dar a vida não é simplesmente pôr-se à frente da bala, é deixar-se de egoísmos, mas não se anulando por completo. Não nos podemos esvaziar negativamente. É preciso identificar onde está a linha para nos darmos de maneira saudável em prol de um só amor.”

Em relação ao ultimo dos quatro comentários foi aberta uma discussão saudável, porque será que não se trata de amar por medida? Porque por linhas? O que posso acrescentar é que este comentário veio de um homem casado e pai por duas vezes…

Foram assim estes e outros debates que rechearam a nossa noite de encontro de namorados…

Para reflectir ficaram ainda os seguintes “trabalhos para casa”:

 - Responder à perguntas: “Há ou não marcas do amor Divino no casal? É Deus que semeia o amor no casal? Onde estão essas marcas?”

 - Cada casal têm de visionar uma comédia romântica, olhar com olhos de ver e distinguir onde está amor, paixão. atracção, deslumbre, obsessão e por ai em diante.

De realçar ainda que neste primeiro encontro estiveram presentes 3 padres, 1 casado e 23 jovens apaixonados, sendo que 3 meninas não se puderam fazer acompanhar dos respectivos namorados.

Foi bom também ver que até na matéria de namorados a paróquia da Bobadela se fez representar por três casais e espero que daqui a um mês ainda sejamos mais!

Está lançado o desafio!

Pedro Caeiros
Paróquia da Bobadela

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sinal



Já está disponivel para download mais um número do Sinal - boletim do sector da animação vocacional do Patriarcado de Lisboa. (Clica aqui)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"No mistério da Igreja, Corpo Místico de Cristo, o poder divino do amor muda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de comunicar o amor de Deus aos irmãos. Durante tantos séculos, muitos homens e mulheres, transformados pelo amor divino, consagraram a sua existência à causa do Reino. Nas margens do mar da Galileia, muitos deixaram-se conquistar por Jesus: procuravam a cura do corpo ou do espírito e foram tocados pelo poder de sua graça. Outros foram escolhidos pessoalmente por Ele mesmo e tornaram-se seus apóstolos. Encontramos também outras pessoas, como Maria Madalena e outras mulheres, que O seguiram de livre e espontânea vontade, simplesmente por amor e, do mesmo modo que o discípulo João, tiveram um lugar especial em seu coração. Esses homens e essas mulheres, que conheceram o mistério do amor do Pai através de Cristo, representam a multiplicidade das vocações que sempre existiram na Igreja. Maria, Mãe de Jesus, directamente associada, na sua peregrinação de fé, ao mistério da encarnação e da redenção, é o modelo daqueles que são chamados a testemunhar, de modo particular, o amor de Deus."

Papa Bento XVI
(Excerto da mensagem para o 43º dia mundial de oração pelas vocações)


terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Peixe e o Mar - Nós e Deus


Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar, respondeu o peixe. Dizem que sem ele morreríamos.  Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são só estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
.- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
.- Creio que o sinto, às vezes, ao passar-me nas guelras. Umas vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
.- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?
- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Perguntem-lhes a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo, para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar... 
- Foi mau, quando desceste? Por que voltaste à superfície?
- Não foi mau. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ali eu estivesse inteiro. 
- Por que não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E que dizem os outros, os que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe.
- E explicaram como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
.

Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que vida distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir."


in "O Principe e a Lavadeira"
Pe. Nuno Tovar de Lemos




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Oração para o Ano Sacerdotal 
(pronunciada pelo Santo Padre em 19/06/09)



Senhor Jesus, que em São João Maria Vianney quisestes dar à Igreja uma intensa imagem da vossa caridade pastoral, fazei que, em sua companhia e animados pelo seu exemplo, vivamos em plenitude este Ano Sacerdotal.
Fazei que, como ele, diante da Eucaristia, possamos aprender quanto é simples e diária a Palavra com que nos ensinais; como é terno o amor com que acolheis os pecadores arrependidos; como é consolador o abandono confiante nas mãos da vossa Mãe Imaculada.


Senhor Jesus, por intercessão do Santo Cura d'Ars, fazei que as famílias cristãs se tornem “pequenas igrejas”, nas quais todas as vocações e todos os carismas, infundidos pelo vosso Espírito, possam ser acolhidos e valorizados. Concedei-nos, Senhor, poder repetir, com o mesmo ardor do Santo Cura d'Ars, as palavras com que costumava dirigir-se a Vós:



Amo-Vos, meu Deus, e meu único desejo é amar-Vos até ao último sopro da minha vida.
Amo-Vos, ó meu Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos do que viver um só instante sem Vos amar.
Amo-Vos, Senhor, e a única graça que peço é a de Vos amar eternamente.
Meu Deus, se a minha língua não puder dizer a cada instante que Vos amo, quero que meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro.
Amo-Vos, ó meu Divino Salvador, porque Vós fostes crucificado por mim, e me tendes aqui crucificado por Vós.
Meu Deus, dái-me a graça de morrer amando-Vos e sabendo que Vos amo.

Amen.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Terça.com... vocação (rapazes)


Neste primeiro encontro Terça.com o Padre Zé Miguel e o Padre Rui de Jesus apresentaram algumas das actividades propostas para o nosso grupo vocacional neste ano pastoral. Embora alguns de nós já nos conhecêssemos de encontros anteriores, houve outros para os quais era a primeira vez. Foi também apresentada a obra que servirá de base aos nossos encontros, o 2º volume das Obras Escolhidas do cardeal D. António Ribeiro. Uma vez que era o nosso primeiro encontro e não tínhamos qualquer texto preparado, o Padre Zé lançou o tema da Palavra como fonte de chamamento vocacional.
Chegámos à conclusão que Cristo, Verbo encarnado, torna a Palavra presente na nossa vida de diversas formas, nomeadamente na Eucaristia e nos demais sacramentos. Quando o Povo de Deus se reúne em assembleia, a Palavra de Deus torna-se presente, dá-se uma verdadeira união entre o céu e a terra. Discutimos também algumas questões relacionadas com o chamamento vocacional, nomeadamente a urgência de responder ao chamamento da Palavra, mesmo quando esta não nos revela tudo. Existem vários exemplos desta entrega de vida na Bíblia, como o de Maria.
Pessoalmente estou ansioso pelos próximos encontros e pelos desafios que nos esperam neste ano. Um grande bem-haja a todos!
Pedro Martins



terça-feira, 13 de outubro de 2009

12 Padres, 12 Histórias

  A rádio renascença iniciou uma rubrica intitulada "12 Padres, 12 Histórias", por ocasião do ano sacerdotal, em que vai publicar um vídeo todos os meses no seu site com a experiência de um presbítero, relativamente à vivência do seu ministério. Começou em Julho, com um vídeo do padre Dâmaso Landers, e neste momento ainda só saiu até ao de Setembro, que é com o padre Arsénio Isidoro, tendo sido o de Agosto com o padre João Eleutério.
 Abaixo posto o link para aceder ao vídeo do último que saiu, relativo ao padre Arsénio. A partir deste poderão aceder aos outros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VI Fórum Nacional das Vocações

Nos próximos dias 30 e 31 de Outubro, decorrerá no Centro Paulo VI em Fátima, o VI Fórum Nacional das Vocações, que terá como tema: "Ide e anunciai o Evangelho da Vocação".

Este Fórum tem como destinatários todos os que de alguma forma têm responsabilidades no acompanhamento dos jovens: padres, equipas diocesanas da pastoral vocacional, juvenil e universitária, catequistas, professores de EMRC, responsáveis de grupos de jovens, dirigentes de escuteiros, e outros.



Quem estiver interessado, contacte-nos (vocacoesxpto@gmail.com), para podermos enviar o folheto de inscrição por e-mail.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A LUZ da PALAVRA



A palavra humana diz: diz uma mensagem... diz a identidade daquele que fala, quando este se quer dizer ou comunicar.
A palavra humana faz acontecer: ordena algo e põe em marcha um processo... corrige ou confirma e dá continuidade ao mesmo.
A palavra humana nomeia e chama: ao dizer o nome, revela uma identidade convocando-a para uma acção - a resposta.

Estes três atributos da palavra humana manifestam a sua condição de imagem e semelhança da Palavra Divina:

A Palavra encarnada (o Verbo) é Deus a dizer-se, comunicando-Se e entregando-Se para nos introduzir na sua vida.
A Palavra criadora em que Deus diz e acontece dá origem ao Universo e dota-o de uma ordem, uma harmonia, onde todo o dinamismo evolutivo é acompanhado pela presença contínua de Deus que corrige e confirma pelas diferentes linguagens que oferece para Se comunicar: a fé, a razão, a ciência, o amor...
A Palavra profética é Deus a chamar e a constituir: chamando, Deus revela o ser autêntico daquele a quem chama e simultâneamente põe em marcha todo um processo vocacional de apelo e resposta, onde a iniciativa divina faz acontecer algo novo, se a pessoa se entrega activamente e aceita nascer de novo.

A Palavra escutada e acolhida, torna-se realidade viva e visível.
Mais que predizer um futuro predeterminado, a Palavra que chama anuncia que o futuro planeado brota no presente que aceito construir, iluminado pelo hoje que a mesma Palavra rasga e oferece.
Quanto mais edifico um hoje guiado pela Palavra, mais cresce um futuro segundo o plano divino... que tem a força para se cumprir.

Deixo de precisar de ver o futuro claro para acreditar e entregar-me.
Passo a reconhecer um presente iluminado e projectado, que me faz passar a ver novo e com confiança.

O "ver para crer" dá lugar ao "ACREDITAR PARA VER". 


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vida consagrada

    «Perante o avanço do hedonismo, é-vos pedido o corajoso testemunho da castidade como expressão de um coração que conhece a beleza e o valor do amor de Deus. Face à sede do dinheiro, a vossa vida sóbria e disponível para o serviço dos mais necessitados recorda que Deus é a verdadeira riqueza imperecível. Face ao individualismo e ao relativismo, que levam cada um a ser a única norma de si mesmo, a vossa vida fraterna, capaz de se deixar coordenar e, portanto, aberta à obediência, comprova que vós pondes a vossa realização em Deus.»

Discurso do Papa Bento XVI aos religiosos e às religiosas de Roma
(10Dez2005)